Desde 2018, a Lei 13.770 garante que toda mulher com câncer de mama tenha o direito à reconstrução mamária, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde.
Mas o que a lei não garante é que alguém vai sentar com você e explicar o que cada técnica significa na prática.
As principais opções são quatro.
A primeira opção é a prótese de silicone. A gente retira a mama e coloca o implante no mesmo ato cirúrgico ou num segundo momento. Recuperação mais rápida, técnica mais usada. A limitação aparece quando houve radioterapia, porque a pele irradiada tolera menos o implante.
A segunda é o expansor de tecido. Em vez da prótese definitiva direto, a gente coloca um balão que vai sendo preenchido aos poucos nas consultas, expandindo a pele gradualmente. É o caminho quando a pele ficou comprometida depois da mastectomia.
A terceira e a quarta usam tecido do seu próprio corpo. No retalho do grande dorsal, o tecido vem das costas. No retalho abdominal, vem da barriga. A cirurgia é maior, a recuperação é mais longa, mas o resultado envelhece junto com você e responde melhor à radioterapia.
A escolha certa depende do seu corpo, do tratamento oncológico, do tipo de mastectomia e do que faz sentido pra sua vida.
Isso é o que a gente define juntas na consulta.
Dra Daniela Canguçu
Mastologista
CRM BA - 23602
RQE - 1548
Ed. Prof. Carlos Aristides Maltez - Av. Antônio Carlos Magalhães, 237, Itaigara
(71) 4042-2292
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