Você está segurando um laudo com BI-RADS 4 ou 5 e a cabeça está acelerada tentando entender o que aquilo significa pro que vem agora.
No BI-RADS 4, independente da subcategoria, a biópsia é o próximo passo. A probabilidade de malignidade nessa categoria vai de 2% a 95% segundo a classificação do American College of Radiology adotada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, uma faixa ampla demais pra ser resolvida só pela imagem. A biópsia é o que fecha ou descarta a suspeita. Na maioria dos casos de BI-RADS 4A, com risco de 2% a 10%, o resultado confirma benignidade. Mas sem a biópsia, esse alívio não existe de verdade.
No BI-RADS 5, a probabilidade de malignidade é acima de 95%. A biópsia continua sendo obrigatória antes de qualquer tratamento, porque imagem não é diagnóstico definitivo. Mas a conduta muda no ritmo e no planejamento. Aqui a mastologista já começa a organizar os próximos passos antes mesmo do resultado chegar, porque o tempo entre a suspeita e o início do tratamento importa.
BI-RADS 4 ou 5 tem o mesmo começo: consulta com mastologista e biópsia. O que muda é a velocidade, o peso e o que precisa ser preparado enquanto aguardamos a resposta.
Dra Daniela Canguçu
Mastologista
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RQE - 1548
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