A FEBRASGO documenta que a associação entre dor mamária e câncer ocorre em menos de 2% dos casos.
O que muda essa equação é o padrão da dor. Quando ela acompanha o ciclo menstrual, aparece nas duas mamas, some depois da menstruação e não tem um ponto fixo, o protocolo clínico inicial é orientação e acompanhamento.
O sinal de alerta é a dor que não segue o ciclo, que fica concentrada num ponto específico, que volta todo mês no mesmo lugar ou que mudou de característica nos últimos meses, esse padrão merece investigação por imagem, independentemente do que foi dito numa primeira consulta.
Se você está com dor persistente e a avaliação que recebeu não contemplou essa distinção, você tem o direito de pedir uma segunda opinião.
Dor que continua incomodando merece uma resposta clínica mais completa do que apenas a garantia de que não é nada.
Dra Daniela Canguçu
Mastologista
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RQE - 1548
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