Desde que entrei na medicina, eu sabia que queria estar no centro cirúrgico. Não no consultório apenas. Na cirurgia.
Foi quando fiz residência no Aristides Maltez que entendi por quê. Porque ali eu percebi que o que eu retiro numa cirurgia não é só um tumor. É o medo que essa mulher carregou desde o diagnóstico. É a noite que ela não dormiu imaginando o pior. É o peso de não saber o que vem depois.
Hoje, quando entro no centro cirúrgico, eu penso nisso. Penso na mulher que está ali confiando em mim com o que tem de mais precioso. E opero com tudo que tenho.