Cirurgia oncoplástica e reconstrução mamária
Tratar o câncer e cuidar da forma da mama na mesma cirurgia, planejadas juntas desde o início.
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Reconstruir é um direito seu
Desde 2018, a Lei 13.770 garante que toda mulher com câncer de mama tenha direito à reconstrução mamária, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde.
O que a lei não garante é que alguém vá sentar com você e explicar o que cada técnica significa na prática. É isso que a consulta faz.
Reconstrução mamária não é vaidade. É devolver dignidade.
Reconstrução imediata
Muita mulher chega ao consultório sem ter ouvido falar em reconstrução imediata. Ela existe, é um direito garantido em lei, e a conversa sobre ela precisa acontecer antes da cirurgia — porque depois as opções mudam.
Quando é possível, a mastectomia e a reconstrução acontecem no mesmo tempo cirúrgico — não são duas cirurgias em momentos separados.
Nem toda paciente é candidata: o tipo de tumor, o estadiamento, as características da mama e o tratamento complementar necessário influenciam diretamente essa decisão. Mas quando é possível, muda a recuperação física e emocional.
É por isso que essa conversa precisa acontecer antes da cirurgia — com tempo, com calma e com todas as informações na mesa.
As técnicas, e o que muda entre elas
- Prótese de silicone
- O implante é colocado no mesmo ato cirúrgico ou num segundo momento. É a técnica mais usada e tem a recuperação mais rápida. A limitação aparece quando houve radioterapia, porque a pele irradiada tolera menos o implante.
- Expansor de tecido
- Em vez da prótese definitiva direto, coloca-se um expansor que vai sendo preenchido aos poucos nas consultas, alargando a pele gradualmente. É o caminho quando a pele ficou comprometida depois da mastectomia.
- Retalho do grande dorsal
- Usa tecido do seu próprio corpo, vindo das costas. A cirurgia é maior e a recuperação mais longa, mas o resultado acompanha o corpo ao longo do tempo e responde melhor à radioterapia.
- Retalho abdominal
- Também usa tecido próprio, vindo da região abdominal. Mesma lógica do anterior: cirurgia maior, recuperação mais longa, e um resultado que envelhece junto com você.
Como se escolhe
A escolha certa depende do seu corpo, do tratamento oncológico que você vai fazer, do tipo de mastectomia indicada e do que faz sentido para a sua vida. Não existe técnica melhor em abstrato — existe a que se encaixa no seu caso.
Hoje essa cirurgia é planejada com a paciente, no olhar conjunto da mastologia, da oncologia e da cirurgia plástica. O que antes era uma cirurgia mutiladora hoje é um ato de preservação.
Isso é o que a gente define juntas, na consulta.
O que as pacientes me perguntam sobre isso.
A reconstrução pode ser feita na mesma cirurgia?
Em muitos casos, sim — é a reconstrução imediata, feita no mesmo procedimento da mastectomia. Quando não é possível, ela é planejada para depois. O tipo de tumor, o estadiamento e o tratamento complementar influenciam essa decisão.
O convênio é obrigado a cobrir a reconstrução?
A Lei 13.770, de 2018, garante o direito à reconstrução mamária para toda mulher com câncer de mama, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde.
Qual técnica é a melhor?
Não existe uma melhor em abstrato. Prótese, expansor e retalhos têm indicações diferentes, e a escolha depende do seu corpo, do tratamento oncológico, do tipo de mastectomia e do que faz sentido para a sua vida. É uma decisão tomada junto, na consulta.
Fiz radioterapia. Ainda posso reconstruir?
Pode. A radioterapia altera a tolerância da pele ao implante, o que muda a técnica mais indicada — as reconstruções com tecido do próprio corpo costumam responder melhor nesse cenário. É uma das coisas avaliadas na consulta.
Referências
- Lei 13.770/2018
- Sociedade Brasileira de Mastologia
O próximo passo é uma conversa.
Com uma dúvida, um exame na mão ou um diagnóstico recente — o agendamento é pelo WhatsApp, e a secretária organiza o horário com você.
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