Aquela região que você chama de gordurinha da axila pode ser tecido mamário fora do lugar
Aquela região que você chama de gordurinha da axila pode ser tecido mamário fora do lugar, uma condição chamada mama acessória ou polimastia, com incidência de 0,4% a 6% na população geral segundo publicação do SciELO, e que em 60% a 70% dos casos aparece exatamente na axila.
A origem é embrionária. Durante o desenvolvimento fetal, o tecido mamário se distribui numa linha que vai da axila até a virilha, e ao final desse processo apenas os dois pontos centrais deveriam permanecer.
Quando a regressão desse tecido é incompleta, um fragmento mamário fica na axila e passa a responder às variações hormonais da mulher ao longo da vida, inchando no ciclo menstrual, aumentando na gravidez e podendo produzir leite na amamentação.
Esse comportamento é o que diferencia a mama acessória do acúmulo de gordura, e é também o que torna a avaliação necessária.
Como qualquer tecido mamário, ele pode desenvolver cistos, nódulos e, em casos documentados na literatura científica brasileira, sofrer malignização.
A investigação por ultrassom ou mamografia confirma se o volume axilar tem características de tecido glandular, e a retirada cirúrgica, quando indicada, é o único tratamento definitivo.
Se o volume da sua axila não respondeu a nenhuma mudança de hábito e varia com o ciclo hormonal, leva isso para uma consulta com mastologista.


























