Daniela CanguçuMastologia e Cirurgia OncoplásticaAgendar
Publicações

O que eu explico no consultório, por escrito.

Saúde das mamas, diagnóstico e reconstrução — as mesmas conversas que acontecem na consulta.

Do consultório

Notas curtas

Publicações do dia a dia, como saem no Instagram. São 271 ao todo, da mais recente para a mais antiga.

Estar na Jornada Brasileira de Oncoplastia não é sobre colecionar certificado.

É sobre entender que as técnicas evoluem, os protocolos mudam, a evidência científica se atualiza toda semana. E cada nova informação que eu trago para dentro do consultório é uma nova possibilidade de oferecer mais segurança, mais resultado estético, menos sequela, mais qualidade de vida para quem confia em mim o próprio corpo.

Porque é isso que a oncoplastia representa: a cirurgia não termina quando o câncer sai. Ela continua na cicatriz, na simetria, no olhar no espelho, na autoestima reconstruída. E isso exige de mim muito mais do que técnica cirúrgica — exige atualização constante, trabalho em rede com outros especialistas, e a humildade de continuar sendo aluna, sempre.

Cada troca com colegas, cada discussão de caso, cada estudo novo que discuto aqui é, no fundo, um cuidado antecipado com cada uma de vocês que ainda vou atender. Vocês não veem essas horas de estudo — mas sentem o resultado delas.

Voltar de uma jornada como essa é voltar mais preparada — e isso é um presente que eu trago para cada consulta, cada cirurgia, cada decisão compartilhada com minhas pacientes.

Não me interprete mal, o autoexame tem o seu valor.

Conhecer as próprias mamas é importante, e perceber uma mudança fora da rotina de exames pode fazer diferença e ninguém vai te dizer pra parar de se tocar.

O problema é quando você palpa e não sente nada e fica com a sensação de que está tudo bem.

Só que o autoexame não consegue identificar tumores menores que um centímetro, e é exatamente nesse tamanho que o tratamento tem mais opções e melhores resultados.

A Sociedade Brasileira de Mastologia já não recomenda o autoexame como método de rastreamento há anos e o motivo é que o risco de uma mulher sair da palpação sem encontrar nada e concluir que não precisa de mamografia é alto demais.

Rastreamento de verdade envolve mamografia, e dependendo do seu perfil, ultrassom complementar.

Se você ainda não faz mamografia com regularidade porque apalpa e não sente nada, essa informação muda o que você precisa fazer agora.

O padrão da dor.

Dor que acompanha o ciclo menstrual, aparece nas duas mamas, some depois da menstruação e não tem um ponto fixo quase sempre tem origem hormonal e raramente exige investigação por imagem além do acompanhamento clínico.

Dor acíclica já é diferente. Ela não segue o ciclo, fica concentrada num ponto específico, volta no mesmo lugar todo mês ou muda de intensidade sem motivo aparente. Esse padrão tem diagnóstico diferencial que vai de cisto simples a câncer de mama, e ele precisa de avaliação com exame de imagem.

Saber que o padrão importa já muda como você descreve o sintoma quando chega até mim, e uma descrição precisa muda completamente a conduta.

Quando uma paciente faz quimioterapia antes da cirurgia

Quando uma paciente faz quimioterapia antes da cirurgia, o objetivo é reduzir o tumor para melhorar as opções cirúrgicas e em alguns casos o tumor responde tão bem ao tratamento que os exames de imagem não conseguem mais identificá-lo.

Isso tem nome clínico: resposta patológica completa.

O que muitas pacientes não entendem, e faz todo o sentido não entender sem que alguém explique, é que mesmo com resposta completa nos exames de imagem, a cirurgia continua sendo indicada no protocolo padrão atual.

O exame de imagem não enxerga células residuais microscópicas que podem permanecer no tecido mesmo quando o tumor visível desapareceu. A peça cirúrgica é o único exame que confirma com precisão se houve resposta patológica completa de fato.

Além disso, a quimioterapia neoadjuvante abre um caminho cirúrgico mais favorável. Tumores que antes exigiriam mastectomia podem, após a redução, ser tratados com cirurgia conservadora. Isso muda completamente o resultado para a paciente.

O planejamento cirúrgico após quimioterapia neoadjuvante é feito caso a caso, com base na resposta ao tratamento e no que é possível preservar.

Se você está nesse momento do tratamento e ainda não teve essa conversa, ela precisa acontecer agora.

Mastologista | Cirurgia Oncoplástica e Reconstrução Mamária

Quando o diagnóstico chega

Quando o diagnóstico chega, a primeira coisa que todo mundo ao redor começa a dizer é que você precisa ser forte.

E talvez hoje você não se sinta assim. Talvez hoje você só consiga chorar, ou ficar parada, ou não conseguir contar pra ninguém ainda.

Isso também é parte do processo e você não precisa performar coragem num momento em que o chão sumiu debaixo dos seus pés.

O que você precisa é de informação clara, de alguém que te guie com segurança.

A força vem depois, quando você entende o que está pela frente.

Por enquanto, você só precisa dar o próximo passo. Um de cada vez.

Quando a biópsia volta benigna, o alívio é real e faz sentido.

O resultado mostra que as células analisadas naquele fragmento não são malignas, e isso é relevante clinicamente.

O ponto que muitas mulheres desconhecem é que existem situações em que o resultado benigno não encerra a investigação.

A primeira delas é a discordância entre o laudo da biópsia e o que os exames de imagem mostravam: se o resultado benigno não explica a alteração que levou à indicação da biópsia, o protocolo recomenda nova avaliação.

A segunda envolve achados de atipia celular, que são alterações que não configuram câncer mas que aumentam o risco futuro e exigem seguimento diferenciado e mais próximo.

Quem define se a investigação continua ou se encerra com o resultado benigno é a mastologista que conhece o seu caso completo, e não apenas o laudo isolado.

Se você fez biópsia e recebeu resultado benigno, a consulta de retorno para interpretar esse resultado dentro do seu contexto clínico é parte obrigatória do processo.

Quando oncologia e reconstrução são pensadas pela mesma cabeça, no mesmo planejamento

Quando oncologia e reconstrução são pensadas pela mesma cabeça, no mesmo planejamento, antes mesmo de entrar no centro cirúrgico, o resultado muda de forma concreta.

A posição da cicatriz, a margem de segurança ao redor do tumor e o volume que vai ser reconstruído são calculados juntos, porque uma decisão afeta a outra. Separar esse planejamento em dois momentos, com dois profissionais diferentes, significa que o oncológico e o estético competem em vez de se complementar.

Na cirurgia oncoplástica, essa separação não existe. Oncologia e plástica acontecem no mesmo ato, pela mesma cirurgiã, com o mesmo plano desde o início.

Tem mulher que está com a mesma ginecologista há quinze anos

Tem mulher que está com a mesma ginecologista há quinze anos, confia nela de olhos fechados e por isso vai adiando a consulta com a mastologista achando que uma supre a outra.

Tem mulher que me encontrou, se sentiu cuidada, e cogitou ficar sem ginecologista porque achou que eu dava conta de tudo.

O problema é que a ginecologista cuida da sua saúde pélvica e reprodutiva, desde a adolescência até a menopausa, e até pode fazer o rastreamento inicial das mamas mas é a mastologista que cuida das mamas com a profundidade técnica de uma especialidade inteira dedicada a um único órgão.

Quando há qualquer alteração mamária, é a mastologista quem assume a investigação.

É preciso ter a clareza que nós duas precisamos andar juntas e unir forças pra que você tenha um cuidado realmente completo.

Aproveita e marca aqui sua Gine do coração pra ela saber o quanto você admira ela e que você entendeu esse recado.

Marie Curie descobriu a radioatividade.

Trabalhou com ela por décadas, sem proteção, porque a ciência ainda não entendia o que estava construindo. Morreu em 1934 de anemia aplástica, provavelmente causada pela exposição prolongada à radiação que ela própria trouxe ao mundo.

Foi a única pessoa na história a receber dois Prêmios Nobel em ciências diferentes. Física, em 1903. Química, em 1911.

Hoje, essa mesma radiação, controlada, dosada, baseada em décadas de ciência acumulada, é o que permite que a mamografia encontre um tumor antes de qualquer sintoma. É o que a radioterapia usa para tratar o que a cirurgia não alcança.

O que ela pagou com a vida, nós aprendemos a usar para proteger outras vidas.

Saúde da mulher não é campanha de um dia. É ciência construída ao longo de séculos, muitas vezes por mulheres que não viveram para ver o resultado do que descobriram.

Hoje é o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher. E eu escolhi lembrá-lo assim.

Dois médicos.

Uma vida. Uma caminhada.

Juntos seguimos aprendendo que crescer exige coragem, curiosidade e parceria.

Semana passada estivemos imersos em conversas sobre empreendedorismo, gestão e marketing médico. Temas que nos lembram que cuidar bem dos pacientes também passa por construir práticas sólidas, éticas e sustentáveis.

Mas o que me move de verdade é olhar para o lado e ter você ali. Um marido e cirurgião que me inspira pela dedicação, pela precisão, pelo cuidado. Meu parceiro de vida e de propósito.

Seguimos em busca do melhor.

Porque a melhor versão de nós é a que construímos juntos.

A caneta que detecta célula de câncer passou no Fantástico.

Para quem opera câncer toda semana, essa tecnologia não é novidade de fim de semana. É uma das pesquisas mais importantes para o futuro das cirurgias oncológicas.

A MasSpec Pen foi criada pela química brasileira Lívia Schiavinato Eberlin, formada na Unicamp. O cirurgião encosta a ponta no tecido, uma microgota de água extrai as moléculas daquela região, um espectrômetro de massa analisa em tempo real e a inteligência artificial responde: câncer ou tecido saudável. Em 10 segundos.

Em 2023, um estudo publicado na JAMA Surgery com 102 pacientes em cirurgias de tireoide e paratireoide confirmou precisão superior a 92%. A caneta diferenciou tecidos muito semelhantes em tempo real, evitando a retirada acidental de glândulas saudáveis, algo que ocorre em até 25% das cirurgias tradicionais. Agora está sendo testada pela primeira vez no Brasil, no Hospital Albert Einstein, com 60 pacientes.

Os próximos testes incluem tumores de mama. Ainda não está disponível para uso rotineiro. Mas a ciência está construindo isso agora. Por uma brasileira formada no Brasil.

781 mil pessoas vão desenvolver câncer no Brasil só este ano.

Esse é o número oficial do INCA para 2026.

Entre as mulheres, o câncer de mama lidera os diagnósticos. Representa 30% de todos os casos de câncer feminino no país e é o tipo que mais mata mulheres brasileiras.

O que a ciência também confirma é que o momento do diagnóstico muda tudo. O estágio em que o câncer é encontrado determina quais cirurgias são possíveis, se a mama pode ser preservada, se a quimioterapia vem antes ou depois, se a reconstrução pode ser imediata. Cada uma dessas decisões começa muito antes do diagnóstico. Começa no acompanhamento regular com mastologista.

Se você tem 40 anos ou mais e não faz rastreamento, esse número existe para te lembrar que o melhor momento para começar é agora.

A incerteza é o que mais pesa.

Não o diagnóstico em si.

Eu vejo isso toda semana no consultório. A mulher que chegou com medo, fez os exames, recebeu o resultado e saiu sabendo o que tem, essa mulher, mesmo quando o diagnóstico é difícil, respira. Porque agora ela sabe o que está enfrentando. Agora ela pode agir.

A mulher que ficou esperando, que adiou, que preferiu não saber, essa mulher carrega um peso diferente. O peso de uma dúvida que não tem resposta, que aparece no meio da noite, que interrompe o jantar, que ocupa espaço em cada momento do dia.

Incerteza não poupa ninguém. Ela só ocupa.

O diagnóstico, qualquer que seja ele, devolve algo que a incerteza tira: a possibilidade de agir. De escolher. De ter controle sobre o próprio caminho.

Saber é sempre melhor do que não saber. E você merece sair do escuro.

Domingo de manhã, as meninas acordam cedo e já chegam pulando na cama.

Não tem cirurgia, não tem consultório, não tem laudo para analisar. Tem só nós 4 (eu, Bruno, Giovanna e Giulia), e o dia inteiro pela frente.

Ser mãe é o papel mais importante da minha vida. E é ele que me lembra, toda semana, por que eu faço o que faço.

Quando uma mulher chega no meu consultório com medo, eu não vejo só uma paciente. Eu vejo uma mãe. Uma filha. Uma mulher com vida inteira pela frente.

Esse olhar veio delas.

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Desde que entrei na medicina, eu sabia que queria estar no centro cirúrgico.

Não no consultório apenas. Na cirurgia.

Foi quando fiz residência no Aristides Maltez que entendi por quê. Porque ali eu percebi que o que eu retiro numa cirurgia não é só um tumor. É o medo que essa mulher carregou desde o diagnóstico. É a noite que ela não dormiu imaginando o pior. É o peso de não saber o que vem depois.

Hoje, quando entro no centro cirúrgico, eu penso nisso. Penso na mulher que está ali confiando em mim com o que tem de mais precioso. E opero com tudo que tenho.

É aqui que eu me sinto mais inteira como médica.

Reconstrução mamária não é vaidade.

É devolver dignidade.

Quando você passa por uma mastectomia, não perde apenas a mama. Você perde parte da forma como se vê no espelho, da sua feminilidade, da sua confiança.

E ouvir que "o importante é estar viva" não diminui a dor de olhar para o próprio corpo e não se reconhecer.

A reconstrução mamária existe exatamente para isso. Para devolver não apenas a mama, mas o controle sobre o seu corpo e sobre como você quer se sentir.

Pode ser feita no mesmo dia da mastectomia ou meses, até anos depois. Com prótese ou com o seu próprio tecido. Cada mulher escolhe o que faz sentido para ela.

Não é superficial querer se sentir inteira de novo. É humano.

E você merece ter essa escolha.

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O Carnaval acabou.

E aquele nódulo que você sentiu antes da folia?

Eu sei exatamente o que aconteceu. Você percebeu algo diferente na mama em janeiro, mas pensou: vou curtir o Carnaval, depois eu resolvo isso.

E eu entendo completamente. Ninguém quer entrar numa festa carregando preocupação médica.

Mas agora a folia passou. As fantasias estão guardadas. A rotina voltou. E o nódulo continua ali.

Talvez você ainda esteja procurando desculpas: estou cansada, preciso me organizar, vou esperar mais um pouco. Mas a verdade é que não existe momento perfeito. Existe o momento certo.

E o momento certo é agora.

Se for algo sério, cada dia importa. Se não for nada grave, você vai finalmente se livrar dessa angústia que está te consumindo por dentro.

Então faz o seguinte: já que você conseguiu energia para pular o Carnaval inteiro, usa um pouco dessa força agora para cuidar de você.

Você percebeu algo diferente e está adiando a consulta.

Nódulo novo, mudança na pele ou alteração no mamilo. Qualquer um desses sinais merece investigação.

Não porque necessariamente seja grave. Mas porque você merece saber o que está acontecendo.

A maioria das alterações nas mamas não é câncer. Mas só o exame adequado confirma isso. E quanto mais cedo você investiga, mais rápido volta a ter paz.

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Carnaval chegou.

E você merece curtir.

Mas se você está sentindo um nódulo, se está com um resultado de exame pendente, se recebeu diagnóstico e está adiando o próximo passo...

O Carnaval não pode ser desculpa.

Eu entendo que a vontade é de desligar. De fingir que nada está acontecendo. De aproveitar a festa antes de encarar o problema.

Mas aqui está a verdade: adiar não faz o problema desaparecer. Só faz o medo crescer.

Então curta o Carnaval. Dance. Aproveite. Celebre.

Mas não deixe a folia virar fuga.

Porque depois da quarta-feira de cinzas, aquele nódulo ainda vai estar lá. Aquele resultado ainda vai estar esperando. Aquele tratamento ainda vai precisar ser feito.

E quanto mais você adia, mais difícil fica começar.

Então se você está nessa situação agora, escuta: você pode curtir E se cuidar. Não precisa escolher entre os dois.

Mas não abre mão de você por causa da festa.

Seus cuidados não tiram férias. E você não deveria tirar férias de você mesma.

Mastologista

Sol de Salvador + cicatriz recente = combinação perigosa.

Se você fez cirurgia de mama nos últimos 6 meses e está pensando em curtir o Carnaval, precisa saber disso:

A pele da cicatriz está em processo de cicatrização e produz melanina em excesso quando exposta ao sol. O resultado é hiperpigmentação, aquela mancha escura que pode ser permanente.

Nos primeiros 30 dias:

Zero sol. Nem com protetor. Nem coberto com roupa. A cicatriz precisa estar completamente protegida da exposição solar.

De 30 dias a 6 meses:

Protetor solar FPS 50+ (reaplicar a cada 2 horas) + cobertura física (roupa, micropore, bandagem). Evitar sol direto entre 10h e 16h.

De 6 a 12 meses:

Manter protetor FPS 50+ sempre que a cicatriz for exposta ao sol. A cicatriz ainda está amadurecendo.

O Carnaval de Salvador é sol intenso, suor, folia. Se sua cicatriz é recente, você precisa proteger.

Porque se manchar agora, pode não ter volta.

Tratar hiperpigmentação depois é caro, demorado e nem sempre resolve completamente. Laser, agentes clareadores, procedimentos... tudo isso poderia ser evitado com proteção adequada hoje.

Então curta o Carnaval. Mas cuida da sua cicatriz. Seu "eu" do futuro agradece.

Mastologista

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Hoje é Dia do Profissional Mastologista.

E eu quero contar pra você por que eu escolhi essa especialidade.

Sempre quis fazer medicina. Meu pai era médico. Mas no meio da faculdade, eu entendi: não queria ser médica clínica. Queria agir. Queria estar no centro cirúrgico.

E foi na residência no Hospital Aristides Maltez que eu encontrei a mastologia.

Ali eu vi que câncer de mama não é apenas doença. É identidade. É feminilidade. É maternidade. É a vida inteira de uma mulher condensada em um diagnóstico.

Depois da residência, eu poderia ter escolhido o caminho mais confortável. Mas escolhi me especializar em cirurgia oncoplástica e reconstrução mamária, as áreas mais complexas, mais longas, mais emocionalmente intensas.

Por quê?

Porque ali estava o impacto real. A diferença entre uma mulher que perde a mama e se perde junto e uma mulher que se reconstrói inteira.

E quando a maternidade chegou (Giovanna e Giulia), tudo ganhou ainda mais sentido.

Hoje, quando uma mulher com câncer chega assustada no meu consultório, eu não vejo apenas uma paciente. Eu vejo uma mãe, uma filha, uma esposa, uma mulher com vida inteira pela frente.

E é por isso que eu faço o que faço: para estar presente no momento mais assustador e transformar esse momento em um caminho seguro.

Feliz Dia do Mastologista para todos nós que escolhemos cuidar de mulheres inteiras.

Mastologista

8 anos ao lado de quem entende que medicina não é só profissão, é propósito.

É dividir a correria. É segurar as meninas quando o outro está em cirurgia. É lembrar um ao outro de parar quando a gente esquece de cuidar de nós mesmos.

Porque enquanto cuidamos de tanta gente, a gente também precisa cuidar um do outro.

Feliz aniversário de casamento pra gente.

Seguindo nossa série para te ajudar a entender seu laudo, hoje falamos sobre o BI-RADS 5.

Quando um exame vem com BI-RADS 5, ele está dizendo que aquele achado tem características muito típicas de câncer de mama.

Não é mais apenas algo que “merece investigação”.

É algo que precisa ser confirmado e tratado com rapidez.

Aqui, a chance de malignidade é alta. Por isso, o próximo passo costuma ser uma biópsia sem demora e, se o diagnóstico se confirma, já começamos a organizar o plano de tratamento.

Mesmo assim, o BI-RADS 5 não é uma sentença.

Ele é um chamado para agir, não para se paralisar.

Cada dia conta, mas cada decisão também precisa ser tomada com clareza, cuidado e acolhimento.

Se você recebeu esse resultado, você não precisa atravessar isso sozinha.

Agora eu quero te ouvir:

o que passou pela sua cabeça quando leu o número do seu laudo pela primeira vez?

Ative as notificações para acompanhar o encerramento da série, onde vou explicar o BI-RADS 6 e o que ele significa na prática.

Seguindo nossa série para te ajudar a entender seu laudo, hoje falamos sobre o BI-RADS 4.

Quando o exame vem como BI-RADS 4, ele está dizendo algo importante:

existe um achado que não parece típico de algo benigno e, por isso, precisa ser investigado.

Não é um diagnóstico de câncer.

Mas também não é algo para apenas observar.

São imagens que apresentam mudanças de formato, bordas ou densidade que fogem do padrão esperado e que, por esse motivo, não permitem mais acompanhar só com o tempo.

É por isso que, no BI-RADS 4, a conduta deixa de ser vigilância e passa a ser biópsia.

E aqui entra um ponto que muita gente não sabe:

a maior parte dos BI-RADS 4 termina com resultado benigno.

Mas só a biópsia consegue dar essa resposta com segurança.

O papel desse número não é te assustar.

É não correr riscos desnecessários.

É preferir investigar agora a conviver com a dúvida depois.

Agora eu quero te ouvir:

o que mais te assusta quando você lê a palavra “biópsia” no laudo?

Ative as notificações para acompanhar o próximo conteúdo da série, onde vamos falar sobre o BI-RADS 5 e por que ele exige ainda mais rapidez na condução.

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@dradaniela.mastologista